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Dois dos 7 policiais acusados de matar jovem em Salvador são condenados a mais de 20 anos de prisão

Geovane Mascarenhas de Santana teve corpo decapitado Reprodução/Redes Sociais Dois dos sete policiais militares acusados de matar o jovem Geovane Mascarenhas ...

Dois dos 7 policiais acusados de matar jovem em Salvador são condenados a mais de 20 anos de prisão
Dois dos 7 policiais acusados de matar jovem em Salvador são condenados a mais de 20 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Geovane Mascarenhas de Santana teve corpo decapitado Reprodução/Redes Sociais Dois dos sete policiais militares acusados de matar o jovem Geovane Mascarenhas de Santana foram condenados a mais de 20 anos de prisão. O resultado do julgamento foi divulgado nesta sexta-feira (19), cerca de 12 anos após o crime. O julgamento ocorreu no Fórum Ruy Barbosa e começou na quarta-feira (17). Ao todo, sete policiais suspeitos de envolvimento na ação foram julgados, mas apenas dois deles foram condenados. Veja as decisões: Jesimiel da Silva Resende Pena: 25 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e multa. Crimes: homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver Cláudio Bonfim Borges Pena: 20 anos e 7 meses de reclusão, a ser cumprida em regime inicial fechado, e multa Crimes: homicídio duplamente qualificado e roubo. Ele foi absolvido do crime de ocultação de cadáver. Agora no g1 Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano e Roberto dos Santos Oliveira foram absolvidos dos crimes de homicídio, roubo e ocultação de cadáver por negativa de autoria. O sétimo réu, Jailson Gomes Oliveira, foi absolvido do crime de homicídio, mas foi condenado a 6 anos e 4 meses de prisão por roubo. A pena será cumprida em regime inicial semiaberto. De acordo com a Justiça, Os mandados de prisão de Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges foram cumpridos imediatamente. Relembre o caso Geovane Mascarenhas de Santana pilotava a motocicleta dele, quando foi abordado por uma guarnição da PM. Reprodução/Redes Sociais O crime ocorreu no dia 2 de agosto de 2014. Naquele dia, Geovane Mascarenhas de Santana pilotava a própria moto, quando foi abordado por uma guarnição da Polícia Militar. Os policiais conduziram a vítima na viatura até a Rua Luiz Maria, no bairro da Calçada, de onde seguiram para o local em que cometeram o assassinato. Em depoimento à época, os policiais afirmaram que o Geovane foi abordado por ter características semelhantes às de um assaltante, que teria roubado uma mulher na região da Calçada. Os policiais sustentaram que levaram o rapaz até a mulher assaltada, mas ela não o reconheceu pelo crime, e depois disso o jovem teria sido liberado. A denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) aponta que os policiais militares “sequestraram e mataram quem por eles foi eleito para morrer”. Afirma ainda que os denunciados agiram de forma a impossibilitar qualquer defesa por parte da vítima, que foi surpreendida, sem justificativa legal, presa e mantida sob a guarda deles, quando então foi morta. Ainda em 2014, os policiais Cláudio Bonfim Borges, Jailson Gomes de Oliveira e Jesimiel da Silva Resende foram presos, mas foram soltos após cumprirem 60 dias de prisão provisória. GPS quebrado Os policiais foram identificados depois que o delegado Jorge Figueiredo, que esteve à frente das investigações, pediu as informações registradas pelo GPS instalado na viatura envolvida na abordagem a Geovane. O delegado também requisitou os dados de todas as viaturas empregadas nas escalas de serviços dos dias 2 e 3 de agosto de 2014, além dos nomes de todos os policiais militares que trabalharam nos dois dias. Foi assim que a polícia identificou a participação dos outros policiais no crime. Uma perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificou que a fiação do aparelho GPS da viatura, comandada pelo subtenente Cláudio, havia sido danificada. O percurso feito pelo veículo foi descoberto por meio das coordenadas registradas pelo GPS do rádio de comunicação entre viaturas policiais e a Central de Polícia – que não sofreu nenhum tipo de dano. Inicialmente, Cláudio e os outros policiais que estavam com ele afirmaram não ter tido contato com a primeira viatura, mas voltaram atrás em outra declaração feita um mês depois. No segundo depoimento, eles disseram ter encontrado rapidamente os colegas, apenas para informar ao subtenente a liberação de um deles, que sairia mais cedo do trabalho. A análise do GPS das também constatou o deslocamento das duas guarnições de volta à base da Rondesp com 7 minutos de diferença, além de ter comprovado que os dois veículos estiveram nos locais onde os restos mortais de Giovane foram deixados, na mesma noite em que ele desapareceu, após a abordagem. A Polícia Civil também identificou que, o relatório do serviço, assinado por Cláudio, descreve atividades com rotas totalmente diferentes das registradas pelo GPS. LEIA TAMBÉM: Mulher é morta a tiros dentro do salão em que trabalhava em Salvador Dupla é presa suspeita de envolvimento no assassinato de pastor em Salvador VÍDEO: Jovem de 20 anos é perseguido e morto dentro de oficina na Bahia Veja mais notícias do estado no g1 Bahia. Assista aos vídeos do g1 e TV Bahia 💻